16/01/2017

Mais movimento ao longo do dia

Não escondo que sou grande fã do estilo paleo/primal e sobretudo do Mark Sisson, o homem por trás do Primal Blueprint e autor do famosíssimo blog Mark's Daily Apple. Recomecei a fazer o desafio de 21 dias, que já tentei fazer várias vezes (e uma delas até comecei a partilhar aqui no blog), mas descarrilei sempre. Agora que já tenho a alimentação praticamente controlada (excepto na parte do chocolate) e estou num período sem aulas, tenho mais tempo para me dedicar a um desafio de 21 dias. A minha ideia é, no fim, partilhar o diário, fornecido no livro, onde aponto como correm as coisas...



Mas hoje queria escrever, não sobre alimentação, mas sim sobre maneiras de nos mexermos mais. É um dos passos para viver de forma mais Primal - movimentarmo-nos o mais possível, a um ritmo lento. A forma mais fácil de o fazer é andar mais a pé, mas há muitas outras maneiras de incrementarmos o movimento e passarmos menos tempo parados.

Fiz um brainstorming para me lembrar de maneiras de me mexer mais ao longo do dia. Aqui ficam algumas ideias...

> ir a pé para o trabalho (coisa que já fiz bastante, mas agora nem por isso; hoje vim a pé e espero voltar a fazê-lo sempre que possível)

> dar um passeio depois do jantar (agora está demasiado frio para isso, mas quando o tempo aquecer, sem dúvida que é uma boa ideia)

> fazer pausas regulares do trabalho, levantar da cadeira e dar uma volta ao edifício (quando tenho que ir a outros edifícios no campus ou à biblioteca também ando um pouco)

> para quem tem cão (que não é o meu caso), ir à rua passeá-lo também permite mais movimento diário

> usar uma stand-up desk (no trabalho não tenho, mas em casa consigo pôr o portátil mais alto e trabalhar de pé - é muito bom!)

> se puder ir a pé, ir a pé; se puder ir de bicicleta, ir de bicicleta; para as deslocações diárias onde não há muita pressa, tentar deixar o carro em casa o mais possível

> quando estou à espera de alguma coisa, mexer-me! Por exemplo, quando estou na cozinha a fazer comida, posso fazer agachamentos, esticar os ombros na parede, fazer fundos na bancada e exercícios para os abdominais! 

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E tu, que ideias tens para nos mexermos mais ao longo do dia?


03/01/2017

O que comer?

Nas últimas semanas andei a pensar muito na alimentação, nos desafios de 21 ou 30 dias, nas milhentas dietas que abundam na internet, nos estudos científicos que suportam cada uma delas... E hoje deparo-me com esta foto da Sofia onde ela escreve "Resoluções para este ano? Comer de tudo. Não há sem lactose, sem glúten, vegetariano, paleo, etc etc, nem nada rígido todos os dias a toda a hora. Comer apenas com equilíbrio!!!"

Isto vem mais ou menos na linha do que andei a experimentar nas últimas duas semanas do ano (com pausas nos dias festivos porque... dias festivos é para comer porcarias). Nestas duas semanas apontei, medi, pesei tudo o que comi. Queria ter uma noção da minha ingestão diária de calorias e das quantidades de proteína, hidratos de carbono e lípidos que como.

Escolhi os alimentos que me fazem sentir bem. Para mim, isso é o paleo/primal. Os cereais fazem-me sentir cheia e inchada, as leguminosas, que adoro, fazem-me mal aos intestinos. Não tenho problemas com os laticínios, mas raramente como, e só queijo ou manteiga. O chocolate continua a ser a minha perdição, o meu pior vício, mas está sob controlo (já consigo estar vários dias seguidos sem tocar em chocolate!).

O paleo é o que me faz sentir bem, com energia, sem fome e sem me sentir cheia e inchada. Por isso, estou com a Sofia - comer de tudo, mas tudo aquilo que me faz sentir bem. 

O que me faz sentir bem, são 3 refeições por dia. Como um bom pequeno-almoço, com ovos, muitos vegetais, alguma fruta, às vezes restos de batata (sobretudo nos dias em que tenho natação), e um abacate. Ao almoço e jantar é peixe ou carne, grelhado, frito, estufado, cozido, de uma maneira qualquer, desde que não sejam usados óleos vegetais; só azeite e gorduras animais, como manteiga ou banha. Acompanho com muita verdura, batata branca e/ou doce, e fruta se me apetecer. 

Comprovei que as ideias do Mark Sisson, a cabeça por trás do estilo Primal, fazem todo o sentido, pelo menos para mim. Ele refere (suportado por muita investigação científica) que nós precisamos de muito menos calorias do que aquelas que geralmente ingerimos. A maioria das nossas calorias devem vir das gorduras e são as gorduras que permitem controlar a sensação de saciedade ou fome - absolutamente verdadeiro! Não precisamos de tanta proteína como se pensava - as recomendações atuais são de 1,1 g de proteína por kg de massa magra. E não precisamos de hidratos de carbono para ter energia, pois o corpo prefere usar a gordura para obter energia - é preferível sermos uma fat-burning beast do que estarmos dependentes de hidratos de carbono a toda a hora, picos de açúcar no sangue e produção excessiva de insulina... 

Comprovei tudo isto em mim. A maior ou menor ingestão de gordura é o que faz com sinta fome ou saciedade. O meu grande pequeno-almoço, tomado geralmente entre as 8 e 8h30, aguenta-me a manhã toda, permite-me ter energia para a aula de natação à hora de almoço e não estar esfomeada a seguir; almoço depois da 2h e sinto-me na boa. (e nem estou a contar com as prática de yoga, que também costumam ser puxadas...) 

O almoço tem que ter hidratos de carbono mais complexos - batatas brancas e/ou doces, ou umas castanhas assadas, que gosto tanto! Se a comida não tiver azeite, junto uns frutos secos como fonte de gordura, e assim me aguento sem fome até à hora de jantar. Ao jantar, a mesma coisa, mas nem sempre com hidratos de carbono com amido. Pode ser só a verdura e proteína, e alguma gordura. 

Comprovei que assim não tenho picos de açúcar no sangue, não tenho quebras, não sinto fome. Os meus níveis de energia são constantes ao longo do dia. Comprovei que, de facto, podemos passar daquele estado de fome constante, em que o corpo precisa sempre de hidratos de carbono para ter energia, para uma máquina de queimar gordura, assente no uso de lípidos e não de glucose. E é uma sensação fantástica!

Relativamente às calorias, de facto, ingiro muito menos do que pensava... Andei entre as 1000 e as 1300 kcal por dia (de acordo com a internet, a minha ingestão diária recomendada deveria ser à volta das 1500 kcal). Cerca de 60% dessas calorias vieram dos lípidos, 25% das proteínas e 15% dos hidratos de carbono, mais coisa menos coisa (mesmo comendo batata ao pequeno-almoço, almoço e jantar - 100 g de batata tem mais ou menos 20 g de hidratos de carbono). 

É tal como o Mark Sisson refere. Numa alimentação baseada em produtos naturais, não processados, sem medo das gorduras (que já está mais que comprovado que as gorduras não engordam, mas sim a produção excessiva de insulina provocada pela enorme ingestão de hidratos de carbono das dietas ocidentais), precisamos de muito menos comida... Os nossos antepassados caçadores-recoletores, pré-revolução agrícola, também não comiam de 3 em 3 horas... aguentavam-se muito tempo sem comer e eram saudáveis e atléticos; os registos fósseis mostram que os nossos antepassados de há 10 mil anos atrás morriam de acidentes, de infecções, mas não das doenças que nos assolam hoje.

Eu comprovei isso em mim. E fiz isto ao mesmo tempo que iniciei as aulas de natação - que me puxam mesmo muito pelo cabedal. Perdi peso, senti-me cheia de energia, não senti fome a meio da manhã nem a meio da tarde. Aliás, muitas vezes nem tinha fome à hora de jantar... 

Por isso, sim, quero comer de tudo - mas tudo aquilo que me faz sentir bem. É ir contra a maré, contra a sabedoria convencional, mas cada vez mais a investigação científica mostra que tantas ideias que nós temos, profundamente enraizadas, sobre a alimentação, estão... erradas...







26/12/2016

Destralhando

Eu, quando começo a destralhar, levo tudo à frente! Hoje foi um desses dias. Apesar de este ano não tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano, ao contrário do que costumo fazer todos os anos, hoje fiquei em casa a descansar da festividades... Compras de supermercado, umas blusinhas novas na Stradivarius, uma bela posta de salmão grelhado ao almoço, um filme de Natal, e depois disto tudo, decidi atacar a minha roupa. 

As regras são sempre as mesmas. Gosto? Fica-me bem? Uso? Tinha uma série de peças que já usei bastante, mas que já não uso, porque... sei lá, os gostos mudam, o estilo muda... foram para o saco. Depois, dei uma volta aos colares, que uso muito pouco, pois prefiro brincos. Mais uns quantos para o saco. O armário do hall, onde tenho os casacos, seguiu-se - dois casacos lindos, os dois da Bershka, foram-se também. Na verdade, pus os dois à venda no olx. 

O mais antigo, que foi usado mas está em ótimo estado, faz-me parecer um urso pardo, graças ao seu pelinho castanho escuro. É quentinho, sim senhora, mas não dá para o meu físico...



O outro, comprado na Bershka online o inverno passado, é lindo, lindo, mas deve ser um M mais apertado, porque não me serve nas costas. Eu tenho as costas largas devido a muito desporto em miúda, natação, musculação... e com aquele casaco quase que não me mexo. Usei-o uma ou duas vezes, até admitir que, apesar de lindo, foi uma má compra. 



No mesmo armário estava o meu saco de ténis. Um saco enorme para raquetes, que usei muito pouco, comprado já próximo do fim da minha "carreira" de tenista amadora, pouco tempo antes de ter partido o pé... a jogar ténis. Guardei as raquetes, mas não preciso do saco para nada. Pus também à venda.


Portanto, espero que este destralhamento renda alguma coisa... O resto da roupa é para dar. Alguma, a que está em melhor estado, vou dar à loja solidária da Pravi de Faro, para ajudar os animais abandonados. O resto da roupa vai para uma instituição.

Como sempre disse, o minimalismo é um processo. O destralhamento não é feito numa só vez - volta e meia, temos que reavaliar o que temos, o que se vai acumulando. Nos próximos dias quero ver os livros e os armários da cozinha... E apesar desta semana não ser uma semana de reflexão como era costume, pelo menos consigo abrandar um pouco e riscar alguns itens da minha to-do list...



18/12/2016

Um fim de semana livre!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!! Eu já nem penso em férias... ter um fim de semana sem trabalho, sem nada para estudar, é o meu sonho! E esse fim de semana chegou finalmente!!

É claro que eu não sou capaz de ficar um fim de semana em modo vegetativo... O meu desejo de fins de semana sem trabalho é precisamente para poder fazer outras coisas que são negligenciadas... E foi o que fiz este fim de semana!

Ontem, sábado, acordei bem cedo para levar um dos miúdos a um jogo de futebol. Como o campo é ao lado das piscinas, aproveitei e fui nadar um pouco (não muito, que ainda estava dorida do dia anterior). Depois, umas compras, peixe para o almoço, e fomos para casa. Fiz uma limpeza, pus roupa a lavar, tirei roupa do estendal, estendi mais roupa, dobrei roupa... De seguida, ataquei o monte de papel que tenho para digitalizar - a maior parte são os apontamentos que faço das várias disciplinas do curso de psicologia, que digitalizo sempre no final do semestre. Ainda arrumei ficheiros no computador e depois ataquei o email - recebo tanta coisa que não leio que decidi fazer unsubscribe da maior parte. Depois do jantar ainda fiz uma arrumação à cozinha enquanto ouvia podcasts, e depois li um livro, estendida em frente à lareira...



Hoje, domingo, acordei cedo também. Não fiz yoga, porque sinto que os meus músculos estão a pedir descanso (mas daqui a pouco vou fazer uma prática leve). Tratei das minhas contas, fiz o orçamento da casa para janeiro, atualizei dados nas listas de documentos que guardo no computador. Aproveitei e encomendei a nova versão deste livro, que é a minha bíblia! Fomos almoçar fora e depois fui ao meu supermercado favorito, o Apolónia, em Almancil, para comprar umas prendas de Natal - eu gosto de oferecer chás, biscoitos e coisas dessas, coisas que se usam e que não são tralha, e foi isso que comprei. Cheguei a casa, vi um episódio antigo do House enquanto bebia um dos meus novos chás, o Chai Nero. Agora estou a escrever, entretanto encomendei este livro para oferecer à minha mãe, depois vou arrumar qualquer coisa, talvez tirar a roupa do estendal, ler um pouco, praticar yoga, ler um pouco mais, passar roupa a ferro depois do jantar... e planear o dia de amanhã, que é dia de trabalho! Ah, que bem que me sabe um fim de semana assim...

17/12/2016

Madrugadores na revista Sábado



Este reportagem já saiu há algum tempo, mas só agora me lembrei de a partilhar aqui (e só agora tive tempo de digitalizá-la e organizar uma série de coisas em casa - já há muito tempo que não tinha um fim de semana livre...).

A reportagem é sobre os madrugadores... estou lá eu, a Magda, e outras pessoas que se levantam cedo para aproveitar melhor as manhãs... Espreita a reportagem aqui.

16/12/2016

Fui para a natação



Em miúda fiz muito desporto... Natação foi um deles. Andava no Sporting, nas piscinas do Campo Grande. Aprendi os 3 estilos, comecei a aprender mariposa, mas depois pedi para voltar para a classe anterior para estar com a minha amiga Sara - e por isso, nunca aprendi a nadar mariposa. Quando vi para a Universidade, ainda andei uns tempos nas aulas de natação nas piscinas de Loulé. Quando abriram as piscinas cobertas em Faro, ia de vez em quando lá nadar. Quando os meus filhos começaram com as aulas de natação, aproveitava e nadava também. Nunca era grande coisa, claro. Meia dúzia de piscinas, devagar e a descansar muito pelo meio.

Já há uns quantos anos que não nadava a sério. Este verão decidi que a natação é, provavelmente, o melhor desporto para mim. Não tenho que lidar com outras pessoas, não há música horrorosa aos altos berros, não sinto o suor a escorrer pela cara, e tenho aquela sensação incrível de liberdade que só a água proporciona. Para não falar do impacto mínimo nas articulações, que já são massacradas com o yoga.

As piscinas de Faro andaram em obras e reabriram em novembro. Com as frequências e o stress todo, só esta semana fui fazer o teste de aferição e pelos vistos nado melhor do que pensava, porque me puseram na classe de aperfeiçoamento, a mais avançada. Hoje à hora de almoço tive a primeira aula.

Aaaaahhhhhhh!!!!!!!!! Sim, nado melhor e tenho mais resistência do que pensava. Fizemos saltos e nisso até sou relativamente boa. Acho que nadei um total de 24 piscinas, nos 3 estilos, o que para quem não nadava a sério há muitos anos, foi um milagre... Por mais preparação física que uma pessoa tenha por causa de outros desportos, não é suficiente para a natação. Ao fim de de 3 ou 4 piscinas, já me doíam os peitorais e as pernas. Continuei, fiz tudo, aldrabei um pouco no fim de cada piscina... Mas nadei. Tomei atenção aos reparos do professor, tirei dúvidas, tentei melhorar a técnica. O professor disse que na segunda semana toda a gente quer desistir, mas que as coisas melhoram a partir da terceira, e depois já não querem outra coisa. 

Espero mesmo que isso aconteça comigo. Eu gosto de nadar. E os outros desportos que tenho experimentado têm sempre coisas que me fazem desistir... Por exemplo, apesar de gostar de power jump, de spinning, e de algumas outras aulas de ginásio, não suporto a música e os gritinhos. Gostei de quase tudo no crossfit, mas não da filosofia que o professor é que sabe; e infelizmente, não gosto nada da parte do halterofilismo... nem de ficar toda suja, suada, cheia de magnésio nas mãos e na roupa e até na cara (lembrou-me os tempos de ginástica acrobática).

Quero nadar. Agora quero mesmo nadar. Não quero mais andar a saltitar de desporto em desporto, de ginásio em ginásio. O bom de fazer isso, de ir experimentando, é que cada vez conheço-me melhor e sei o que gosto e o que não gosto.

Gosto de yoga - ashtanga yoga, vinyasa flow, estilos mais atléticos de yoga (se bem que uma prática yin ou restaurativa sabe e faz muito bem de vez em quando). Gosto de treino calisténico, trabalhar o corpo com o seu próprio peso - elevações, flexões, agachamentos, coisas dessas, que também se usam muito no yoga. Gosto de andar a pé e de bicicleta, mas como meio de transporte e para passear. Em vez de ir de carro, ir a pé. Em vez de passear ao fim de semana com a família de carro, passear de bicicleta. 

E gosto de nadar. Espero mesmo que este seja o início de uma duradoura paixão...

E tu? Se andas na natação, se começaste ou recomeçaste, conta-me a tua experiência!



28/11/2016

Tempos ocupados

É hora de almoço, acabei de comer, em casa, em frente à televisão. Apeteceu-me pegar no computador e escrever um pouco no blog... coisa que, desde que me meti no curso de psicologia, tenho feito muito pouco...

Esta é uma daquelas alturas terrivelmente cheias. É frequências, é trabalhos para acabar e apresentar. É artigos para alterar, melhorar, escrever, é teses para corrigir, é artigos pendentes para rever, é resumos de congressos para escrever. A juntar a tudo isto, como se eu não fosse já suficientemente ocupada, um professor convenceu-me a fazer um segundo doutoramento, desta feita em psicologia, usando parte do meu trabalho de pós-doutoramento em ciências do ambiente, mas que já tem uma componente importante de psicologia... Portanto, como agora os doutoramentos também têm aulas no 1º ano (quando fiz o meu doutoramento em ciências do mar não havia esta parte letiva), tenho mais aulas, mais trabalhos e mais coisas para fazer.

A coisa vai-se fazendo, a verdade é essa. E a verdade é que em alturas de muito trabalho, eu consigo ser super produtiva e ando cheia de energia (mais do que quando tenho pouca coisa para fazer) - isto é uma qualquer hipomaniazinha que eu devo ter (os psicólogos percebem do que estou a falar...), mas ainda bem que assim é, senão não sei como é que aguentava...

Tenho praticado yoga, bastante até, e decidi finalmente abraçar o desapego na minha prática - não me preocupar com o resultado, com a flexibilidade, com a força. Praticar, apenas, sem ter um objetivo pré-definido em mente. 

Voltei ao chocolate preto, depois de umas semanas em que devorava uma tablete de chocolate de leite com avelãs praticamente todos os dias ao pequeno-almoço. Voltei a ter cuidado com a alimentação e tento fazer uma alimentação primal/paleo a maior parte do tempo.

Não vou tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano. Tenho demasiado trabalho. O que mais quero agora não são férias, mas sim fins de semana livres. Fins de semana de inverno passados em frente à lareira com um livro nas mãos, uns petiscos para o jantar e um filme ao serão. É com isso que agora sonho. De resto, está tudo bem!...


30/10/2016

Ainda estou viva! E a praticar ashtanga!


A sério, estou mesmo!! Acho que nunca tinha ficado tanto tempo sem escrever... praticamente 2 meses... Alguns de vós manifestaram saudades de ler (obrigada!) e a verdade é que eu também sinto saudades de escrever... Por isso, vou aproveitar agora, que estou sozinha no Monte Velho, sentada numa sala linda, enquanto os meus companheiros deste retiro de ashtanga foram à praia surfar...

Então, o que é que tenho andado a fazer? Basicamente, a trabalhar. É o meu novo projeto de trabalho (uma coisa muito interdisciplinar entre a gestão costeira e a psicologia ambiental), as aulas do último ano da licenciatura em psicologia, e ainda outro projeto que implica aulas às sextas ao fim da tarde... Depois, há a família, a casa, a prática de yoga, o crosstraining que comecei a fazer duas vezes por semana (porque gosto de coisas puxadas e de fazer força!), as leituras... o mesmo de sempre.

Mas este fim de semana larguei tudo e vim praticar ashtanga - num sítio lindo, com uma professora que adorei (se estiveres em Cascais e quiseres conhecer esta prática, aproveita!). Saio destes retiros sempre com imensa vontade de começar a levar a minha prática mais a sério - comprometer-me, ser mais disciplinada, praticar todos os dias e não arranjar desculpas. Já percebi que isto, para mim, não é uma prática física - a parte física para mim é fácil. Para mim, esta é uma prática de disciplina - é nisso que tenho que trabalhar e é isso que ganho com a prática.

Eu sou a de cor de rosa de cabeça para baixo... (foto roubada à Verinha)

Ao longo deste fim de semana, conheci pessoas muito interessantes - uma delas até me reconheceu do blog!! (sim, Diana, és tu!) É sempre muito bom! Vim com a minha querida amiga Maria João, que está a apaixonar-se pelo ashtanga - é o que acontece com a maioria das pessoas que experimentam esta prática! (a Vera explica isso muito bem aqui) Conheci mulheres com histórias de vida fantásticas, com carreiras, com famílias - mas também com tempo para se dedicarem à sua prática de yoga. Porque, quando queremos, fazemos por isso. Não arranjamos desculpas. Porque, quando queremos as coisas, temos não só que agir, mas também sonhar, planear e acreditar que é possível!




01/09/2016

Setembro vida nova

Adoro setembro!! Já escrevi isso aqui muitas vezes, mas é mesmo verdade - setembro é dos meus meses preferidos (ao contrário de agosto). É o início do ano letivo, o fim das férias, o regresso às rotinas que eu tanto gosto! Quando penso em setembro lembro-me de ser pequena, em Lisboa, da azáfama de comprar o material escolar, de me deliciar com o cheiro dos livros e dos cadernos, do início das aulas no Colégio - sim, eu gostava da escola! Recordo-me também, lá mais para o fim do mês, das primeiras chuvas, do cheiro a terra molhada, do caminho pelo Campo Grande para ir para as aulas... Do recomeçar das atividades, do ballet, da ginástica, da natação. Ver os amigos de novo, conversas, brincadeiras... Adoro setembro!

Esta alegria com o mês de setembro tem-me atingindo todos os anos, e este ano não é diferente. Quero fazer planos, organizar as coisas, ser mais eficiente, menos procrastinadora, ser o melhor possível - os sonhos do costume. Mas a experiência já é muita e sei bem que o que funciona melhor é manter as coisas simples... não querer demasiado e focar-me no essencial.

Hoje é dia 1 de setembro e é dia de Lua Nova - o dia não podia ser melhor para refletir, para fazer planos, para começar coisas novas!

Já há muito tempo que não faço listas de objetivos, mas este mês apetece-me! Aqui ficam então os meus objetivos para este maravilhoso mês de setembro...

Trabalho

> Este mês quero sobretudo ler. Vou iniciar um novo projeto e tenho que ler muito para me pôr a par das coisas, para fazer planos e para ter novas ideias.

> Tenho também um artigo para acabar de escrever, um que está com os co-autores e espero que venham as respostas de três que estão submetidos...

> Por fim, quero fazer umas arrumações e limpezas no laboratório, coisa rápida...

Curso de psicologia

> As aulas começam a meio do mês. Não haverá muito para fazer ou estudar este mês, mas quero avançar logo com os trabalhos, para não deixar tudo para a última da hora.

Yoga

> Quero praticar ashtanga 6 dias por semana como manda a tradição e não arranjar desculpas. É só isto.

(outras) Atividades físicas

> Ando muito numa de street workout. Sinto-me novamente criança quando me penduro nas barras e dou cambalhotas! Mas a sério, adoro o street workout - o treino calisténico, apenas com o peso do corpo. Tenho um sítio bom ao pé de casa para praticar e quero começar a levar isto mais a sério!

> Quero também ir para as aulas de natação. Vou inscrever-me e ficar à espera de uma vaga.

> Relativamente ao ginásio, pretendo fazer apenas uma aula de power jump, e apenas porque tenho que lá ir por causa do judo dos miúdos...

> De resto, muita atividade não estruturada - brincar, jogar jogos, raquetes, mergulhos para a piscina (enquanto o tempo permitir), andar a pé, ou seja, divertir-me ao mesmo tempo que mexo o corpo!

Brincando...

Casa

> O que mais quero é planear sempre os menus semanais e ir ao supermercado uma só vez por semana. A sério! Não quero perder tempo com estas coisas...

> Relativamente às limpezas e restante gestão da casa, acho que as coisas estão bem orientadas. Tenho empregada que vai uma vez por semana e deixa a casa impecável. Damos uma aspiradela ao fim de semana, passo o pano do pó aqui e ali e fica bom. Os miúdos já estão mais crescidos e responsáveis e ajudam com as coisas deles... E mantenho a regra de não começar a semana de trabalho com roupa para passar - é a minha atividade preferida de domingo, sobretudo quando chove,.. passar a roupa enquanto vejo um filme...

Para este mês acho que é tudo... Tenho coisas pontuais que quero fazer (como pintar um quadro de ardósia na parede do escritório, ou aumentar o tampo da minha secretária), mas coisas grandes são estas... Vamos ver como corre! Mas tenho um feeling que este vai ser um excelente mês!!


22/08/2016

5 motivos para parares de procrastinar o teu desenvolvimento pessoal

Um guest post da Mafalda do blogue It’s (not)so simple! Obrigada Mafalda!

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Tenho a certeza de que a ideia já cruzou o teu pensamento dezenas, quiçá centenas, de vezes. E, de todas essas vezes, reprimiste-a. Razões como “agora não é momento certo”, ou “onde vou arranjar o dinheiro?”, ou ainda “para quê cansar-me se depois o meu patrão não me vai valorizar?”. Cada pessoa tem os seus motivos, sejam eles estes, ou outros, mais ou menos complexos.

Não estou aqui para julgar os teus motivos. O meu único intuito é fazer-te pensar, dar-te mais razões para considerares a hipótese de aprenderes novas coisas e de desenvolveres o teu eu.

Afinal de contas, sei que te sentes imensamente inspirada pela nossa Rita e pelo seu exemplo de força, determinação e dedicação: ser mãe, investigadora, yogini, blogger e estudante universitária é uma bela carga de trabalhos, não é?

Então, vamos falar das razões mais comuns que damos (seja a nós, seja aos outros) para não investirmos no nosso desenvolvimento pessoal e de como podemos contrariá-las e deixar de procrastinar o investimento na nossa própria formação.

1. Não tenho tempo! Bom, isto é algo que dizemos muitas vezes e não só a propósito deste tema. “Tenho filhos pequenos.” “Tenho uma casa para cuidar.” “Estou cheia de trabalho…” Aquilo que eu acho, aquilo que eu tenho aprendido, é que, se realmente quisermos fazer determinada coisa, arranjaremos tempo para ela. O exemplo clássico: quantas pessoas conheces que tiraram a carta de condução enquanto estudavam, ou trabalhavam? Arranjaram tempo para ir às aulas, estudar o manual, fazer testes, fazer o exame de código e ter aulas de condução em tempo quase record. A grande lição é: quando realmente queremos muito uma coisa, ou quando algo nos faz muita falta e tem um grande impacto na nossa vida, encontramos tempo. Mesmo que para isso tenhamos de pedir ajuda, deixar coisas menos importantes de parte, roubar ao sono (esta não recomendo, mas cada um faz o que for preciso), parar de ver televisão, pôr as saídas à noite em standby… Vale tudo para atingirmos os nossos objetivos!

2. Onde é que vou arranjar o dinheiro? Não pretendo intrometer-me na carteira de ninguém. Porém, investir em formação pode trazer grandes benefícios pecuniários no médio/longo prazo. Cada um tem de saber o que é que valoriza mais e ter a capacidade de gerir os seus rendimentos da melhor forma. No entanto, aquilo que quero aqui destacar é que podes aprender mais, descobrir novas coisas, sem ter de gastar rios de dinheiro em manuais, sebentas, aulas ou propinas. Sobretudo nos dias de hoje. Podes escolher, na biblioteca da tua cidade, por exemplo, um livro que te ensine uma nova capacidade. Ou procurar uma versão digital, normalmente menos dispendiosa. Pedir emprestado. Ou comprar em segunda mão. E, claro, podes encontrar na nossa amiga Internet uma grande aliada: procura informação fiável sobre o tema do teu interesse, lê tudo o que puderes e coloca em prática o que fizer mais sentido. Se a tua “cena” forem línguas estrageiras, experimenta uma alternativa como o Duolingo (https://www.duolingo.com/). Se procuras algo mais ligado aos negócios, ou às ciências socias, e nem queres sair da frente do PC, tens de espreitar o Coursera (https://www.coursera.org/). Depois agradeces-me… Aumenta os teus conhecimentos sem gastar um cêntimo!

3. O meu patrão não ia valorizar-me mais por isto. Isto, para mim, levanta duas questões: A) Queres fazer isto por quem, realmente? Não o faças pelos motivos errados, por favor. Fá-lo por ti! Para te sentires bem contigo, para te levar mais além. Adicionalmente, poderás querer fazê-lo para inspirar os que te rodeiam, ou para dar um bom exemplo aos teus filhos. O teu patrão e o teu emprego vêm, quando muito, em terceiro lugar. B) Achas mesmo que o teu chefe não te vai valorizar? Ainda que a tua decisão implique estares menos disponível para o trabalho (porque tens aulas, por exemplo), tenho a certeza de que o teu patrão vai ver a tua decisão como algo positivo. Pode até não o demonstrar, mas todos os chefes gostam de empregados pró-ativos, interessados e que vão à luta. E, em alguns casos, pode até acontecer que o teu chefe tenha apenas medo de te perder: capacidades aumentadas equivalem a progressão de carreira potenciada, ao seu lado, ou longe dele. Portanto, seja para te sentires bem contigo própria, ou para aumentar as tuas hipóteses no mundo do trabalho, investir na tua formação compensa SEMPRE!

4. Não sei o que estudar! Isto, minha amiga, é um excelente problema para se ter. Podes decidir enveredar por temas que te seduziam na infância, ou na adolescência, e que tiveste de deixar para trás por achares que não tinham futuro, ou por algo que só agora descobriste. Avalia várias hipóteses, pesquisa um pouco sobre cada uma e decide. E, lembra-te, nada tem de ser definitivo: hoje podes ler sobre física quântica, e amanhã ter aulas de crochet. E depois avançar para a filosofia. Ou para uma qualquer arte marcial. O céu, caríssima, é o limite!

5. Já não tenho idade para isso! Hum… Sinceramente, já ouvi desculpas melhores! Se há algo que eu considero absolutamente extraordinário no ser humano é a sua capacidade para aprender, para mudar formas de agir e de pensar. Tudo, com a orientação mental certa, poder ser (re)aprendido. Certos temas com maior facilidade, outros com menos, é certo, mas, se realmente te interessa, tu chegas lá. Não te esqueças que um cérebro em movimento é um cérebro que envelhece mais devagar. Portanto, deves isto a ti própria: estuda, para o teu bem!

Confia em mim: este é o momento certo para fazeres algo mais por ti e para aumentares os teus conhecimentos. Tudo conta: os cinco minutos a ler enquanto esperas pelo autocarro, aquele bocadinho da tua hora de almoço para completar mais uma unidade de Espanhol, acordar 30 minutos mais cedo para estudar contabilidade financeira… Tu lá sabes.

Tu mereces o investimento que vais fazer em ti própria. Por todos os motivos e também por mais este: por teres a hipótese de provar a ti própria, uma vez mais, que vales muito, que tens grandes capacidades, sejam estas intelectuais, de organização, culturais, técnicas, motoras, analíticas ou de julgamento.

E isto parece-me importante sobretudo se te debates frequentemente com uma sensação de que estás a estagnar, de que te faltam conhecimentos importantes para o teu dia-a-dia, ou que precisas de te levar mais além e ocupar-te com novas aprendizagens.

Portanto, e inspirada pela nossa Busy Woman, segue em frente e começa já a aprender algo novo.
Já agora, se precisares de informação sobre esta temática e, mais particularmente sobre o Estatuto do Trabalhador-Estudante, passa pelo meu cantinho. Será um gosto ter-te por lá.

Atreve-te a ser feliz!

Não posso terminar sem agradecer à Rita por me ter recebido tão bem aqui no seu blogue. Foi uma honra poder partilhar com quem a lê estas minhas singelas dicas. Continuação de imenso sucesso, Rita!

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